O Ministério Público de Santa Catarina, com apoio da OAB Joinville e da Polícia Civil de Santa Catarina, promoveu uma ação de conscientização durante a partida entre JEC e CSA, válida pela Copa do Brasil, na Arena Joinville.
A mobilização levou ao estádio a campanha “Não é Não”, movimento que reforça o respeito às mulheres e combate qualquer forma de assédio ou violência. A proposta foi falar diretamente ao público masculino, predominante nas arquibancadas, destacando que o consentimento é indispensável no futebol, nas baladas, em festas e em qualquer ambiente.
Durante o intervalo do jogo, uma faixa de conscientização percorreu o gramado, chamando a atenção dos torcedores para a importância do respeito e da responsabilidade coletiva.
Silvana Travasso, coordenadora do projeto OAB Por Elas, destacou a importância de levar o tema para dentro do estádio.
“Nós que trabalhamos em prol do combate à violência doméstica temos falado o que os homens precisam ouvir. Nada melhor do que ter um estádio de futebol ouvindo sobre esse combate. Essa campanha é extremamente importante. Nós, do projeto OAB Por Elas, que atende a vítima na delegacia, ficamos felizes que o MP e o JEC entenderam que esse momento faz toda a diferença. Cada dia plantamos uma semente para que ela cresça.”, disse.
A Delegada Georgia Bastos, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) de Joinville, reforçou o aspecto legal do consentimento.
“Quando uma mulher não consente uma investida, pode gerar uma responsabilidade criminal. Por muito tempo isso não era levado a sério. Precisamos promover a conscientização com a nossa liberdade de dizer não. Em um ambiente predominantemente masculino é muito importante transmitirmos a nossa mensagem”.
Maria Madalena Cortelaci, representante do NEAVIT do MPSC, núcleo especializado que oferece atendimento humanizado e multidisciplinar a vítimas de crimes cometidos com violência ou grave ameaça, também ressaltou o papel coletivo na mudança de comportamento.
“É fundamental que essa ação gere compreensão e responsabilidade coletiva. Quando adotamos uma postura de respeito com o outro, geramos liberdade para as mulheres torcerem. Quando o JEC adota essa postura, mostra que futebol exige respeito às mulheres.”
A iniciativa reforça que o “não é não” precisa ser compreendido e respeitado em qualquer espaço social e o JEC estará sempre atento a qualquer situação que desrespeite nossas torcedoras, e além da implementação do protocolo oferecerá direcionamento e apoio às vítimas através da parceria com a OAB por elas.