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Entenda como funciona a distribuição da renda em um jogo do JEC

Quando o sistema de som da Arena Joinville anunciou o público e a renda de JEC e Chapecoense, a torcida aplaudiu. Imaginava que os R$ 104.715,00 da arrecadação entrariam no caixa do clube já na segunda-feira (20), ajudando a dar um alento neste momento de recursos contados, mas infelizmente a realidade não é bem esta.

Conforme borderô publicado na quarta-feira (22) pela Federação Catarinense de Futebol, após o desconto de todas as taxas, seguros e despesas operacionais, o Joinville obteve um lucro de R$ 21.661,22. As despesas operacionais incluem valores pagos pelos serviços de limpeza, de segurança privada, da Polícia Militar, dos prestadores de serviço contratados pelo clube (bilheteiros, porteiros, recepcionistas, etc.), além da taxa para a abertura dos bares da Arena.

“Essa é mais uma amostra de que baratear o ingresso não vai resolver os problemas do Joinville”, analisou o presidente Darthanhan Oliveira. “Nossos estudos mostram que R$ 35 é o valor médio a ser pago por 1.651 torcedor para que os custos de um jogo sejam cobertos. Neste jogo em específico, algumas empresas nos ajudaram a atenuar esta conta”, acrescentou o controller André Gusthavo.

“Depois disso começa a haver sobra, mas não necessariamente lucro, pois quanto mais gente no estádio, mais equipe de trabalho precisamos, mais bares precisam ser abertos, entre outros custos”, esclareceu André. “Isso reforça o nosso discurso que baixar o preço dos ingressos não soluciona os problemas do Joinville. Muitos entendem de maneira errada a nossa fala. Existem sim um ganho em público nos jogos, porém esse ganho não se reflete no caixa do clube. Precisamos descontruir este discurso”, ponderou Darthanhan.

“O que vai salvar o Joinville em longo prazo são os sócios e os patrocínios. E precisamos valorizar quem está ao lado no JEC o ano todo”, acrescentou. O presidente cita como exemplo o Criciúma, que chegou à marca dos 16 mil sócios, sendo eles a principal fonte de receita do clube nesta temporada. O orçamento anual do Tigre é de R$ 22 milhões, dos quais R$ 14 milhões serão utilizados pelo futebol, uma média próxima de R$ 1.166 milhão por mês.

“Entendemos que são cenários diferentes, mas a virada de chave para o JEC só acontecerá com receitas recorrentes. De nossa parte, os torcedores podem ter a certeza de que estamos trabalhando dia e noite para que, dentro de campo, as coisas aconteçam da melhor maneira possível”, concluiu o presidente.

Confira os borderôs dos jogos do JEC no Campeonato Catarinense até aqui:

Joinville x Marcílio Dias
Joinville x Brusque
Joinville x Barra
Joinville x Chapecoense

Texto: Henrique Porto | JEC
Foto: Gustavo Mejía | JEC

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