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DM do Joinville ultrapassa padrão UEFA

Se tem algo com que pouco preocupa o técnico Hemerson Maria é a quantidade de atletas do elenco disponível para jogos. Isso graças ao trabalho desempenhado pelo departamento médico. Passados 15 jogos do Campeonato Catarinense, até a vitória por 1 a 0 sobre o Camboriú, no último domingo, não houve um só atleta vetado pelo DM para partidas em decorrência de lesão muscular.
Dentre todos os atletas do elenco tricolor, o percentual médio de disponibilidade de atletas é superior aos 95%. A porcentagem mínima até o momento é de 93,4%, registrado em cinco jogos. Prova do número positivo é a comparação com a média de disponibilidade de equipes da UEFA. Os clubes da confederação do futebol europeu têm o percentual em 86%, sendo que equipes que estão acima disso são as que brigam pelas três primeiras posições em competições.
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“Nosso pior índice de atletas disponíveis foi de apenas 93,4%, e por tratamento de fraturas. Este percentual está acima do que colocamos como meta no início do ano. Havíamos estimado tentar igualar o que a Europa cita, e estamos a cima. Na pesquisa da UEFA, de 2013, os times com média de 86% de atletas disponíveis chegaram nas primeiras colocações de campeonatos. É o que tem ocorrido conosco”, relativiza o chefe do departamento médico do Joinville, André Vilela.
Desde o começo do Campeonato Catarinense, no final de janeiro, a equipe profissional do Joinville não precisou tratar atletas com ruptura de fibras musculares. Os que estiveram sob os cuidados do DM foram em decorrência de ações por contato. Para Vilela, o alto percentual de atletas disponíveis e a pequena quantidade de atletas entregues ao departamento médico é fruto da aliança entre o trabalho de pré-temporada e a interligação do DM com outros setores que envolvem a equipe profissional.
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“Este é um projeto iniciado ainda pré-temporada. O trabalho teve começo ainda quando das avaliações, bem completas, com análise de força, velocidade, controle neuromuscular, parte física e parte aeróbica. Conseguimos mapear atletas com riscos. Com apoio das comissões técnicas – porque não é mérito apenas do departamento médico – conseguimos implementar o projeto, e que pretendemos expandir, aplicar também no Campeonato Brasileiro. Os resultados aparecem ainda no início, também por conta de comissão técnica que acata o que temos feito. Nós aprimoramos nossas avaliações após jogos, com exame de nível de cansaço e também análise termográfica. É fruto do trabalho de prevenção, avaliação pré-jogo, reavaliações após as partidas e de recuperação física. O DM está interligado com fisiologia, preparação física e comissão técnica, com montagem de planilhas de treino. A interligação dos setores tem dado resultado”, comenta o médico André Vilela.
No último jogo, a vitória sobre o Camboriú pela sexta rodada do returno do Campeonato Catarinense (a 15ª partida oficial desta temporada), o atacante Felipe Alves deixou a disputa alegando dores musculares. O atleta será submetido a exames para constatar se há lesão e aferir a gravidade, caso tenha ocorrido. Ainda assim, os resultados até agora são expressivos e o chefe do DM do Joinville pretende apresentá-los em reunião entre médicos de clubes do país, organizada pela CBF e prevista para o final deste mês.

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