Adilço Gonçalves

O zagueiro Adilço Gonçalves se destacou no futebol carioca, tendo passagens pelo Americano de Campos e Fluminense, onde foi campeão estadual em 1980. No ano seguinte desembarcou no Joinville e participou de 4 conquistas estaduais. Foi definido pela revista Placar como o craque do Joinville em 1983, pela sua técnica, segurança e presença de área que colocava respeito nos adversários.

Após a saída de Vágner Bacharel, assumiu a faixa de capitão e ergueu a taça do Hexa e Heptacampenato, ambas no estádio Orlando Scarpelli, diante do rival Figueirense, levando ao delírio a torcida tricolor que marcou presença nas duas finais.

Adilço Gonçalves faleceu em 2012, no distrito de Barcelos, em Braga, Portugal. Ele sofreu um infarto e foi levado para o PU da localidade, mas não resistiu. Adilço ficará para sempre eternizado na memória da Torcida do Joinville como capitão do hexa e do Hepta.

Nome completo: Adilço Gonçalves

Data de Nascimento: 28-04-1955  – Falecimento: 09-10-2012

Naturalidades: São João da Barra-RJ

Posição: Zagueiro

Dados no Joinville:

• 171 jogos • 83 vitórias • 2 gols

Alfinete

Por onde passou o lateral Alfinete deixou saudades. E não foi diferente no Joinville. Depois de atuações marcantes por XV de Jaú, Ponte Preta e Corinthians, onde foi bicampeão paulista, chegou ao Tricolor em 1985 e fez parte do time octacampeão catarinense.

Em 1986, jogando o fino da bola vestindo o manto tricolor, recebeu o troféu bola de Placar, como o melhor lateral direito do brasileiro de 1986. É até hoje o único jogador do JEC a receber esse prêmio. O gol mais marcante de Alfinete em sua passagem pelo Joinville foi, sem dúvida, o anotado diante do Cruzeiro, dia do seu 26° aniversário, em 01 de fevereiro de 1987, após rebote do goleiro.

Alfinete permaneceu no JEC até março de 1987. Depois passou por Grêmio e foi tetracampeão gaúcho e Campeão da Copa do Brasil. Em 91 chegou ao Atlético Mineiro, onde foi campeão estadual e da Comebol. Em 1993, antes de ser campeão com o Vila Nova-GO, passou pelo Ituano e encerrou a carreira de jogador no Fluminense. Hoje é técnico de futebol.

Nome completo: Carlos Alberto Dario de Oliveira

Data de Nascimento: 01-02-61

Naturalidades: Rio de Janeiro-RJ

Posição: Zagueiro

Dados no Joinville:

• 79 jogos • 37 vitórias • 8 gols

Carlos Alberto

Um dos melhores jogadores que já atuou com a camisa do Joinville, Carlos Alberto Sotelho de Souza nasceu para o futebol dentro do Bonsucesso-RJ. Defendeu o Vitória do Espírito Santo e voltou ao Bonsucesso, até chegar ao JEC em 1977. “A bola, de tão submissa, parecia conversar com ele”, resumiu o cronista aposentado Maceió, em uma de suas colunas, onde não cansou de relatar por várias vezes que considera Carlos Alberto o melhor jogador da história do JEC.

O lateral foi Bicampeão estadual em 1978 e 1979, e deixou saudades quando foi vendido para o Flamengo. No time carioca, ganhou muitos títulos, firmando-se na equipe titular em 1981. Infelizmente, uma lesão no joelho o afastou dos gramados por um bom período. Carlos Alberto ainda vestiu a camisa do Cruzeiro e vários outros clubes do país. Em 1990 pendurou as chuteiras.

Nome Completo: Carlos Alberto Sotelho de Souza

Data de Nascimento: 19-06-1953

Naturalidade: Rio de Janeiro-RS

Posição: Lateral Esquerdo

Dados pelo Joinville:

• 116 jogos • 49 vitórias • 2 gols

Fontan

Ainda menino, Osni Fontan já demonstrava sua técnica nos campeonatos amadores da cidade, pelo Santos FC, da avenida Cubas. Despertou interesse do Caxias FC e marcou história no clube alvinegro. Ainda passou pelo América e voltou ao Caxias antes de vestir a camisa do Joinville.

Osni Fontan foi ídolo da sua geração. Jogador versátil e doado de grande senso de oportunismo, foi tricampeão pelo JEC e artilheiro da equipe em três temporadas: 76, 77 e 78. O capitão que ergueu a primeira taça do Tricolor nunca perdeu um pênalti e jamais foi expulso em toda sua carreira.

Deixou os gramados num jogo diante do Figueirense, na decisão do Torneio que levava o seu nome. Jogou a primeira etapa e saiu aplaudido pelos torcedores, jogadores e diretoria presente. Ao término da partida, o eterno capitão recebeu o troféu da conquista.

Nome Completo: Osni Fontan

Data de Nascimento: 17/02/1948

Naturalidade: Joinville

Posição: Meia

Dados pelo Joinville:

• 199 jogos • 90 vitórias • 64 gols

Geraldo Pereira

Geraldo Pereira chegou ao Joinville em 1985, depois de grandes passagens por XV de Jaú, Botafogo-RJ, São Paulo e Seleção Brasileira de 1982, 1983 e 1984, ano em que conquistou o torneio pré-olímpico.

Emprestado pelo São Paulo, fez parte de um dos maiores times da história do Joinville Esporte Clube: o time octacampeão de 1985. Logo depois da conquista, passou pelo Uberlândia e Coritiba, onde conquistou o paranaense de 1986. Retornou ao JEC em 1987, foi campeão novamente, participando assim do décimo título do Joinville em seus 12 anos de história.

Naquela decisão de 1987, diante do Criciúma, Geraldo abriu o placar aos 5 minutos do segundo tempo. Comemorou correndo feito uma criança, entrando de vez para a história do clube com a imagem estampada na revista “Placar”, que ilustra a comemoração. Em 1990 deixou o Tricolor e passou pelo Atlético Paranaense e Bahia, antes de voltar ao JEC em 1991. Geraldo encerrou a carreira no Blumenau Esporte Clube, em 1995.

Nome completo: Geraldo Pereira

Data de Nascimento: 03-02-1958

Naturalidades: Vespasiano-MG

Posição: Atacante

Dados no Joinville:

• 223 jogos • 89 vitórias • 27 gols

Jorge Luiz Carneiro

Jorge Luiz Hickmann Baptista, natural de Sapucaia do Sul-RS, formou-se nas categorias de Base do Grêmio-RS, depois passou pelo Paranavaí entre 69 e 71, e na sequência peregrinou pelo futebol catarinense, atuando pelo Internacional de Lages, Paysandu (Brusque), Figueirense (Campeão Catarinense 1974), Juventus de Rio do Sul e Palmeiras (Blumenau).

Chegou ao Joinville em outubro de 1977 pelas mãos do treinador Velha, e começou a fazer história com o manto Tricolor. Disputou de 78 a 82 cinco campeonatos estaduais e ganhou todos, sempre como figura de destaque do time. Defendeu o JEC muito bem também nos campeonatos Brasileiros, como em 1984. Sabia como poucos destruir jogadas e preparar contra-ataques através de longos e precisos lançamentos. Quando tinha chance marcava seus gols de falta e no aproveitamento de rebotes.

Depois do JEC, passou pelo Internacional de Limeira-SP, Criciúma-SC, Ceará-CE, Esportivo-RS, Novo Hamburgo-RS e encerrou a carreira no Noroeste-SP em 1986. Atualmente mora em Joinville, e quando sai às ruas é logo reconhecido pelos torcedores do Tricolor.

Nome completo: Jorge Luiz Hickmann Baptista

Data de Nascimento: 04-08-1952

Naturalidade: Sapucaia do Sul-RS

Posição: Médio-volante

Dados pelo Joinville:

• 312 jogos • 135 vitórias • 18 gols

Leo

O zagueiro canhoto chegou ao Joinville em 1982 e, com apenas 23 anos, começou a se destacar. No ano seguinte virou titular absoluto e conquistou seu primeiro título pelo clube. Nas demais temporadas não foi diferente, o vigoroso Léo defendeu as cores do JEC com muita honra. Ao lado de Adilço, formou umas das maiores duplas de zaga da história do futebol Catarinense. Ficou no clube até 1986.

No dia 15 de janeiro de 2009, aos 58 anos, Leonildo Aparecido da Silva faleceu após disfunção múltipla de órgão. Mas a exemplo de muitos, ficou imortalizado na memória de quem o viu jogar.

Nome Completo: Leonildo Aparecido da Silva

Data de Nascimento: 07-05-1959 – Falecimento: 15-01-2009

Naturalidade: Ribeirão Preto-SP

Posição: Zagueiro

Dados pelo Joinville:

• 230 jogos • 99 vitórias • 4 gols

Lico

Nasceu em Imbituba no dia 9 de agosto de 1951. Ex-engraxate e filho de estivador, Lico começou a sua carreira futebolística no América de Joinville, onde jogou de 1970 a 1972. Passou pelo Grêmio, Figueirense e Avaí até chegar ao Joinville Esporte Clube, em 1979.

Pelo Tricolor, o ponta esquerda foi bicampeão estadual, desempenhando um grande futebol. Virou ídolo da torcida. Vendido para o Flamengo em 1980, o atleta ganhou tudo: Carioca, Brasileiro, Taça Libertadores e Mundial Interclubes. Em 1984 deixou os gramados prematuramente, após duas operações mal sucedidas no joelho.

Lico voltou ao JEC no ano 2000, como supervisor de futebol, e ajudou o Tricolor a ser campeão Estadual após 13 anos de jejum. Atualmente Lico mora em Imbituba, sua terra natal. Do futebol ele guarda apenas uma mágoa: a não convocação para a Copa de 1982, já que vivia grande fase no Flamengo.

Nome Completo: Antonio Nunes

Data de Nascimento: 09-10-1951

Naturalidade: Imbituba-SC

Posição: Atacante

Dados pelo Joinville:

• 159 jogos • 73 vitórias • 26 gols

Nardela

É o maior ídolo da torcida joinvilense. Chegou ao JEC em 1980 e deu sequência junto com um grande elenco para o insuperável octacampeonato, de 1985. Durante sua passagem, Nardela conquistou 7 títulos estaduais, recorde no futebol catarinense. Em março de 1981, comemorou o único título em casa, de 1980, naquela final adiada, em que o baixinho infernizou o time do Criciúma, e ainda marcou o último gol do jogo.

Nardela desfilou Brasil afora com a JEC na elite do futebol brasileiro. Na final do catarinense de 1987 fez uma de suas maiores ou mais importantes exibições. Novamente diante do Criciúma, agora no estádio Heriberto Hulse, o craque desequilibrou. Chegou a jogar com a cabeça enfaixada depois de um choque com o zagueiro adversário. Seguiu adiante, jogou muito e fez um gol antológico, novamente o último, na vitória de 2 a 0.

Ficou no JEC até 1990, voltou em 1992 e permaneceu até 1993. Ainda realizou a sua despedida em 1994, em um jogo comemorativo. Totalizando 680 jogos, sendo o jogador que mais vestiu o manto Tricolor, Nardela é também o segundo maior artilheiro da história do clube­, com 130 gols anotados.

Nome completo: Reinaldo Antônio Baldessin

Data de Nascimento: 01/01/1958

Naturalidade: Piracicaba-SP

Posição: Meia

Dados no Joinville:

• 680 jogos • 294 vitórias • 130 gols

Paulo Egídio

Começou a carreira no Botafogo-SP. Depois de duas temporadas no clube de Ribeirão Preto, o baixinho foi para o Corinthians e no mesmo ano, em 1983, desembarcou no Vasco da Gama. Voltou para o interior Paulista e defendeu a Ponte Preta. Em 1985, veio para brilhar no Joinville.

Paulo Egídio era veloz, habilidoso e jogador de muita raça que infernizava a zaga adversária. Jogou no JEC como ponta esquerda, totalizando 41 tentos com o manto tricolor. O gol mais marcante foi o segundo do JEC na final de 1985, diante do Avaí, que fez literalmente as arquibancadas do estádio Hercílio Luz em Itajaí estremecerem. Também é o autor do gol 1000 do Joinville, em jogo realizado na cidade de Tubarão-SC, em que o JEC empatou com Hercílio Luz: 1 a 1.

Ficou no Joinville até 1988. Depois passou pelo Grêmio, Boa Vista de Portugal, Atlético Mineiro e encerrou a carreira no clube que o lançou para o futebol, o Botafogo-SP, em 1993.

Nome Completo: Paulo Egídio Bertollazzi

Data de Nascimento: 10-02-64

Naturalidade: Pradópolis – SP

Posição: Atacante

Dados pelo Joinville:

• 184 jogos • 76 vitórias • 41 gols

Piava

Quem o viu jogar afirma que Piava atuaria em qualquer time do Brasil. Já nos tempos de Caxias, sempre teve grandes atuações, mas foi a regularidade em sua passagem pelo JEC que faz dele um eterno ídolo da torcida tricolor.

O apelido Piava era uma alusão a seu porte franzino. Mesmo com apenas 1,72m e 61kg, era um perfeito estilista: passadas elegantes e desarmes sem faltas. Mas seu grande referencial sempre foi a qualidade nos passes. Formou com Fontan, durante sete anos (no Caxias e no JEC), uma dupla que priorizou o toque de bola. Ao invés de chutões, a tabela; do drible, a assistência. Com forte temperamento, Piava tinha um único defeito. Às vezes batia de frente com a arbitragem e acabava expulso.

Em 1976, Piava era jogador do Caxias e com a fusão defendeu o Tricolor com muita honra e raça em duas temporadas: 76 e 77. O médio volante, natural de Joinville, criado na Avenida Cubas, foi titular absoluto do time que nasceu campeão, considerado na época um dos melhores jogadores de todo o campeonato catarinense.

Morreu no dia 1º de Janeiro de 1988, mas está eternizado nos corações dos torcedores do JEC.

“Futebol é arte. Por isso, detesto pontapé e muito menos que me comparem aos brucutus da posição” (Piava).

Nome completo: João Carlos Alves

Data de Nascimento: 05-05-1951  – Falecimento: 01-01-1988

Naturalidades: Joinville-SC

Posição: Volante

Dados no Joinville:

• 101 jogos • 55 vitórias • 1 gol

Raul Bosse

Natural de Corupá-SC, o goleiro Raul Bosse nasceu no meio do futebol, vendo seu pai atuar nos times de Joinville, nos anos 40 e 50. O ídolo Tricolor ficou conhecido no América e depois fez história no Joinville Esporte Clube.

No primeiro ano de vida do Tricolor, Raul Bosse foi um dos destaques da campanha vitoriosa de 1976. Ficou de fora de apenas um jogo por ser punido com o terceiro amarelo. Depois da conquista, foi emprestado ao São Paulo, disputou duas partidas pelo clube paulista e retornou ao JEC, em 1977.

Raul Bosse foi campeão Catarinense em 76, 78, 79 e 80. Jogou ainda mais duas partidas. Uma em 1981 e na sua despedida, em 1982. É o goleiro que mais vestiu a camisa do Joinville. Foram 252 jogos e em muitos deles, o arqueiro fez milagres debaixo das traves.

Hoje, Raul mora em Joinville, no bairro Nova Brasília, onde é proprietário de um estabelecimento.

Nome completo: Raul Bosse

Data de Nascimento: 11-06-1945

Naturalidades: Corupá-SC

Posição: Goleiro

Dados no Joinville:

• 252 jogos • 118 vitórias • 88 empates

Tonho

Tonho apareceu para o futebol fazendo muitos gols pelo Sete de Setembro. Permaneceu no clube do município de Araquari até 1968 e foi campeão da primeira divisão de amadores LJF daquele ano. Na sequência da carreira, estreou como profissional vestindo a camisa do América. Logo depois passou pelo Palmeiras de Blumenau, Caxias, e novamente América, até fazer parte do primeiro time do Joinville Esporte Clube.

Foi autor do primeiro gol do JEC, justamente na primeira partida da história do Tricolor, no empate em 1 a 1 com o Vasco da Gama. Tonho, o cabeça de fé, como ficou conhecido em sua passagem pelo JEC, recebeu este apelido do narrador Wilson França, ao descrever o gol do centroavante que originou a vitória frente ao Juventus de Jaraguá, em 1976.

Ao lado de Lima, o jogador foi o que mais fez gols em uma só partida: 5 vezes diante do Guarani de São Miguel do Oeste, no dia 09/05/1976. Tonho também foi o autor do gol que deu o primeiro título do Joinville, naquele 1 a 0, diante do Juventus de Rio do Sul, no dia 10/10/1976.

Morreu no dia 3 de janeiro de 2001, vítima de um atropelamento, por coincidência, muito próximo ao campo do Sete de Setembro, onde nasceu para o futebol.

Nome completo: Antônio Martes da Luz

Data de Nascimento: 20-10-1950  – Falecimento: 03-01-2001

Naturalidades: São Francisco do Sul-SC

Posição: Atacante

Dados no Joinville:

• 71 jogos • 40 vitórias • 27 gols

Vágner Bacharel

O maestro da zaga fez 202 partidas pelo JEC, e muitos torcedores e cronistas esportivos o elegem como o maior zagueiro da história do Tricolor.

Vágner chegou ao JEC em 1978, oriundo do Madureira. O magrelo alto caiu como uma luva na equipe, desfilando um futebol de craque que sempre foi. E o mais importante, foi Tri-campeão pelo JEC. Atraiu o interesse de grandes clubes do Brasil, e em 1980 foi vendido ao Internacional-RS por 10 milhões de cruzeiros, além do empréstimo do zagueiro Bob. Depois de passar pelo Cruzeiro, voltou ao Joinville para faturar mais um título. No total, Vágner participou de cinco campanhas vitoriosas pelo Joinville.

No final de 1982 foi negociado com o Palmeiras. Ainda jogou pelo Botafogo, Sport Recife,  Guarani até chegar no Paraná Clube, em 1990. Infelizmente, em um jogo do Sport de Campo Mourão x Paraná, no dia 14/04/1990, o atleta sofreu um choque com o zagueiro Charuto, do Sport. Vágner foi levado ao hospital e liberado. Voltou a ser hospitalizado no dia seguinte, agora em Curitiba. No Hospital do Cajuru, quando foi submetido a uma tomografia computadorizada, acabou constatando um edema cerebral. O jogador apresentava convulsões, que acabara evoluindo para o estado de coma na tarde de quarta-feira, dia 18 de abril. Na manhã do dia 20, Vágner sofreu uma parada cardíaca e acabou falecendo.

Nome completo: Vágner de Araújo Antunes

Data de Nascimento: 11-12-1954 – Data de Falecimento: 20-04-1990

Naturalidades: Rio de Janeiro-RJ

Posição: Zagueiro

Dados no Joinville:

• 202 jogos • 91 vitórias • 21 gols

Wagner de Oliveira

Marcou história no Joinville Esporte Clube quando desembarcou na cidade no segundo semestre de 1983, emprestado pelo Bangu. Com 1,72 m, Wagner era considerado baixinho para a posição de centroavante, o que despertou certa desconfiança. A bola rolou e mesmo tendo disputado apenas 23 jogos com a camisa do JEC em 1983, deixou saudades quando voltou ao Bangu e foi vendido ao América-RJ.

Em 1985, o então presidente do Joinville, Waldomiro Schützler, comprou o passe de Wagner, que agora chegava para ser titular absoluto da posição de centroavante. Com ele e o grande elenco, o JEC foi octacampeão catarinense e fez a sua melhor campanha em Brasileiros, ficando na oitava colocação em 1985.

Um ano depois, o JEC não conseguiu ser campeão, mas Wagner foi o artilheiro do campeonato Estadual. No segundo semestre o jogador se transferiu para o Guarani, onde encerrou a carreira, em 1989.

Entretanto, nada de largar o futebol. Wagner virou treinador e chegou a comandar o Joinville em 1998, 2001 e 2006.

Nome Completo: Wagner Roberto de Oliveira

Data de Nascimento: 21-08-1959

Naturalidade: Belo Horizonte-MG

Posição: Atacante

Dados pelo Joinville:

• 119 jogos • 57 vitórias • 51 gols

Walter Diab

Em enquetes, Walter Diab Júnior já foi eleito por diversas vezes o melhor goleiro que passou pelo Joinville Esporte Clube. Destacou-se no Botafogo de Ribeirão Preto, onde ficou entre 1978 e 1982. No ano seguinte foi negociado com o América-RJ, mas ficou por pouco tempo, logo retornando ao futebol paulista, atuando pela Ferroviária de Araraquara.

Chegou ao JEC em 1984 e rapidamente ganhou condição de titular. Foi peça importante no hepta e no octacampeonato. Mas fez falta na reta final do Brasileiro de 1985. Walter disputou apenas o primeiro jogo da segunda fase. Diante do Corinthians, fez grandes defesas, fechando o gol na vitória do JEC por 2 a 0. No entanto, acabou se machucando nos treinamentos e ficou de fora dos demais jogos.

Em 1986, Walter Diab foi convocado para a Seleção Brasileira de Novos. Depois deixou o JEC para atuar no Guarani-SP. Ainda vestiu as camisas de Comercial-SP e São Joaquim-SP, antes de encerrar sua carreira no Brusque-SC, em 1995.

Nome completo: Walter Diab Júnior

Data de Nascimento: 10-06-1960

Naturalidades: São Joaquim da Barra-SP

Posição: Goleiro

Dados no Joinville:

• 148 jogos • 70 vitórias • 46 empates

Zé Carlos Paulista

Na verdade, o goleador nato não é paulista. Nasceu na pequena cidade de Mindurí, em Minas Gerais. Com oito anos foi morar em Lavras e foi lá que deu seus primeiros passos no futebol. Começou na posição de zagueiro, depois virou meia e foi comprado pelo América (RJ). Passou por Vitória (BA), Friburgo (RJ) e Anapolina(GO) até desembarcar na cidade de Joinville no começo dos anos 80.

O primeiro gol marcado por Zé Carlos foi diante da Portuguesa, em partida válida pelo campeonato Brasileiro. O JEC venceu a Portuguesa de Desportos (SP) no Ernestão pelo placar de 4 a 1. Zé abriu o placar aos 8 minutos do 1º tempo e fechou a goleada aos 44 do 2º tempo.

O Bacaninha jogou 184 partidas com o manto Tricolor e fez 84 gols, com média de 0,45 por jogo. Balançou as redes em 72 jogos, distribuídos assim: 50 no Campeonato Catarinense, 9  na Taça Santa Catarina, 21 no Campeonato Brasileiro da 1ª divisão e 4 gols em Amistosos. Zé Carlos Paulista ganhou três títulos estaduais pelo JEC e foi artilheiro da competição no ano de 1981. Foi também o maior goleador do Joinville nos anos de 1980, 1981 e 1982.

No início de 1983 foi para o Palmeiras, de São Paulo, e logo em seguida teve uma fase cigana, passando pelo Sport Recife, Guarani, Criciúma, São Bernardo e Santo André.

Nome completo: José Carlos Raymundo

Data de Nascimento: 02/10/1956

Naturalidades: Mindurí-MG

Posição: Atacante

Dados no Joinville:

• 184 jogos • 92 vitórias • 84 gols