O JEC

História

Fusão

29 de janeiro de 1976

Esta é a data de fundação do Joinville Esporte Clube, nascido a partir da fusão dos departamentos de futebol do América e do Caxias. Foi com essa parceria, entre dois tradicionais adversários do futebol local que começou a história do JEC. Dez anos depois da fusão, o JEC já havia acumulado tantos títulos quanto América, Caxias e Operário (todos os clubes de Joinville) em 65 de história.

Quando no ano de 1971, após vitória de goleada do América Futebol Clube sobre o Avaí, pelo placar de 4 a 1, em partida que deu o título antecipado ao galo da zona norte, o então presidente do clube, Kurt Meinert, profetizou: “Ou Caxias e América se unem, ou o futebol da cidade de Joinville chegará ao caos”. Realmente o americano sabia do que estava falando. E morreu dois anos depois sem ver o sonho realizado. Porém, do outro lado da cidade, na zona sul, o time alvinegro Caxias Futebol Clube também tinha empreendedores do futebol, um deles, Pedro Belarmino da Silva, outro homem com peso fundamental no nascimento do Joinville Esporte Clube.

Nos anos seguintes, a frase profética de Kurt Meinert se concretizou. Caxias e América se afundavam em dívidas e fracassos dentro de campo. Houve, então, uma conspiração social para que o ano de 1976 fosse um recomeço. Em meados de 1975, o presidente do Caxias Pedro Belarmino da Silva ligou para companhia Hansen, para marcar uma reunião com João Hansen Neto. Explicou a situação crítica que o clube vivia – que não era segredo para João Hansen também – e cogitou a possibilidade de uma ajuda maior para sanar as dívidas que se acumulavam.

João, por sua vez, reacendeu a ideia de unir as duas equipes da cidade, contribuindo assim como uma boa quantia para a sustentação do novo time. Pedro saiu do escritório e imediatamente comunicou Cláudio Lopes, atual presidente do América. Dias depois, os dois se encontraram em frente da alameda mais charmosa da cidade dos príncipes: a Rua das Palmeiras. Foi exatamente nesse local, na região central da Manschester Catarinense, que de fato esses dois nomes, presidentes de Caxias e América, decidiram definitivamente unir forças em pró de uma bem maior pela cidade.

Comunicado da decisão dos presidentes, João Hansen Neto que tinha uma grande amizade com os cronistas esportivos da cidade, convocou os meios de comunicação para uma reunião em sua sala, no prédio empresarial da companhia que funcionava na Rua Bahia, esquina com Eugenio Moreira Doaut. Foi ali que, no dia 9 de setembro, em uma terça feira de tempo nublado, o empresário recebeu a imprensa, contando com o apoio dos profissionais para acabar com qualquer esperança do povo do contra.

Todos, indistintamente, deram aval entusiástico à proposição. Ainda aconteceu mais uma série de reuniões para sensibilizar alguns diretores e conselheiros dos dois clubes que eram contra a fusão. A imprensa teve peso fundamental para que o orgulho fosse deixado de lado. Depois de elaborado o estatuto, os uniformes, nas cores preto, branco e vermelho, e a locação das dependências do América para que ali funcionasse a concentração, no dia 29 de janeiro de 1976, nascia o Joinville Esporte Clube.

Primeiro Jogo

Primeiro time do JEC 
Em pé, Silvinho • Djalma • Piava •  Pompeu • Ditão e Renato.
Agachados, Chico Samara • Linha • Tonho • Fontan e Zequinha
1976
No aniversário de 125 anos de fundação da cidade

o JEC entrou em campo pela primeira vez, recebendo em partida amigável o Vasco da Gama, no estádio Ernesto Schlemm Sobrinho. O Tricolor abriu o placar com Tonho e Roberto Dinamite empatou para o clube Carioca. Ao final da partida, a torcida já demonstrava afeto pelo novo clube e festejava pelas ruas com orgulho o empate em 1 a 1. Mais de 15 mil torcedores compareceram ao estádio.

Nasceu campeão

Primeiro troféu
1976
O Primeiro Título

Menos de um mês depois, o Joinville estreava no Campeonato Catarinense diante do Marcílio Dias. Em 36 jogos, obteve uma espetacular campanha, com 21 vitórias, 10 empates e apenas 5 derrotas. O JEC nascia campeão. O último jogo do Estadual foi contra o Juventus de Rio do Sul, no velho estádio Edgar Schneider (Olímpico), atual Sadalla Amin Ghanem. Vitória por 1 a 0, com de gol de Tonho. Ao término da partida, o capitão Fontan ergueu a Taça Henrique Labes.

Octacampeonato

1979
1978
Uma façanha inédita

Em 1978, o JEC começava uma façanha inédita, histórica no estado de Santa Catarina e no Brasil. Para isso acontecer, o Tricolor fez grandes contratações, investindo pesado com as chegadas de Jorge Luis Carneiro, Edu Antunes, Vagner Bacharel, Carlos Alberto entre outros ótimos jogadores que conquistaram naturalmente o catarinense daquele ano. No campeonato seguinte, em 1979, o JEC continuou reforçando o plantel. Lico, que havia jogado no América, agora também vestia o manto tricolor para fazer história. Com ele e o grande elenco em campo, o JEC foi Bi-campeão.

Tricampeão

1980
1980
Tetra em 1981

O Tricampeonato, válido pelo Estadual de 1980, foi finalizado em março de 81. O Tricolor mantinha a base do elenco e agora podia contar com reforços como Zé Carlos Paulista, Ademir, Ladinho, Borrachinha e Reinaldo Antonio Baldesin, ou simplesmente Nardela, que mais tarde viera ser o maior ídolo do clube. Em 1981, o JEC continuava imbatível. Ganhou os dois turnos e foi tetracampeão catarinense. O jogo que deu o título aconteceu na cidade de Brusque, no estádio Augusto Bauer. Vitória tricolor pelo placar de 2 a 0, diante do Carlos Renaux.

Heptacampeonato

1983
1983
O primeiro pentacampeão de Santa Catarina

No ano de 1982, depois de 50 jogos, o JEC era o primeiro pentacampeão de Santa Catarina, feito inédito e único até hoje. A final foi contra o Criciúma: 1 a 0 em Joinville e empate em 1 a1 no estádio Heriberto. No elenco, destaque para Palmito, prata da casa. Em 1983 a saga continuava. Jogando na capital e dependendo apenas de um empate, o JEC fez a festa no Scarpelli ao ficar no 0 a 0 com o Figueirense. No ano seguinte, novamente na cidade de Florianópolis, no mesmo estádio, diante do próprio Figueirense e com o mesmo placar, o JEC deu a volta olímpica e foi aplaudido de pé. Era o Heptacampeonato.

Octacampeão Estadual

1985
1985
Uma arrancada fantástica.

No ano de 1985, o JEC atingiu o auge, com uma bela participação no Campeonato Brasileiro, chegando em 8º lugar dentre os 44 participantes. No catarinense, obteve uma arrancada fantástica. Na terceira fase da competição, venceu o Marcílio Dias pelo placar de 4 a 0 e foi até a final completando 17 jogos invictos. A decisão ocorreu no estádio Hercílio Luz, agora por uma punição que foi aplicada tardiamente. Com o fato de ter que jogar a final fora de casa, a torcida do Joinville fez história e invadiu a cidade de Itajaí. Jogando um futebol convincente, bateu o Avaí por dois tentos a zero, com João Carlos Maringá abrindo o placar aos 45 segundos de jogo, e Paulo Egidio marcando o segundo gol no apagar das luzes, aos 45 minutos do segundo tempo. O Joinville era Octacampeão Estadual, uma supremacia que poucos clubes conseguiram conquistar.

10 Vezes Campeão

1987
1987
Em 12 anos, 10 conquistas

No catarinense de 1986 o Tricolor não chegou a final do Catarinense, mas a 10º conquista foi adiada para o ano seguinte, quando venceu o Criciúma por 2 a 0 no sul do estado, em partida que coroou o trabalho do maior ídolo tricolor, Nardela, sete vezes campeão Catarinense vestindo a camisa do JEC. Neste dia, o meia, mesmo machucado e tendo que jogar boa parte da partida com a cabeça enfaixada, marcou o segundo tento do Joinville. Agora o JEC era 10 vezes Campeão em 12 anos de história. Um fenômeno.

Década de 90

1992
Campeão Sul-americano

No começo dos anos 90, diante da dificuldade que assombrava os clubes brasileiros, o JEC traçou uma década sem títulos no profissional. Mas foi quando começou a profissionalizar outros setores do clube. Trabalhou bem a base e foi campeão Sul-americano em 1992. No ano seguinte foi o primeiro clube do estado a inaugurar seu Centro de Treinamento.

Bi-campeão estadual

2000
2000
12˚ título estadual - 2000 e 2001

No início dessa década, o Joinville chegou ao seu 12˚ título estadual ao vencer as edições de 2000 e 2001 do Campeonato Catarinense, após 13 anos de jejum. A primeira conquista foi em cima do Marcílio Dias, em um jogo eletrizante no Ernestão. Fabinho carimbou o título aos 45 minutos do segundo tempo e fez a torcida soltar o grito que estava engatado na garganta. O choro e os sorrisos se misturavam à emoção do momento. Em 2001, longe de casa, na cidade de Criciúma, o Tricolor levantou o Bi-campeonato, vencendo novamente por 2 a 0, como em 1987. Desta vez, Perdigão e Marlon anotaram os gols. O goleiro Marcão também foi o grande desta da equipe. Em 2004 o clube iniciou um período turbulento que culminou com o rebaixamento da Série B para a C do Campeonato Brasileiro. Pouco tempo depois, a cidade ganhou a Arena Joinville, onde o Tricolor passou a mandar seus jogos. E o início da caminhada no novo estádio foi árduo. Mesmo com a torcida comparecendo em peso, a equipe não conseguia recuperar o prestígio no cenário nacional. Em 2008 e 2009, chegou a ficar sem calendário.

A Volta

campeao_2011
2011
Campeão Brasileiro da série C - 2011

Com o objetivo de resgatar a história vitoriosa do clube, o JEC iniciou um processo de reformulação. Em 2009, conquistou a Copa SC e consequentemente ganhou o direito a disputar a Série D do Brasileiro. A equipe fez excelente campanha, ficando na quinta posição em meio a 40 times que participaram da competição. Como o quarto colocado acabou sendo punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportivo, o Tricolor automaticamente ascendeu à terceira divisão. O trabalho contínuo de reorganização resultou no título inédito e incontestável da Série C em 2011, gerando a volta do JEC à segunda divisão nacional após oito anos. Nesta temporada, o Tricolor realizou a melhor campanha de todas as competição nacionais, obtendo um aproveitamento de 73,8%. Dirigido pelo técnico Arturzinho, o JEC levantou a primeira taça a nível nacional após duas vitórias em cima do CRB. Em Alagoas, no estádio Rei Pelé, vitória por 3 a 1. E na Arena Joinville, diante de quase 20 mil torcedores, goleada por 4 a 0.

De volta a elite

quadro
2014
Campeão Brasileiro da série B

A campanha do Joinville Esporte Clube no ano de 2014 foi para entrar para a história das maiores conquistas do clube. O Joinville iniciou a terceira participação consecutiva na série B(2012, 2013 e 2014), com um só objetivo: Conquistar o acesso para a elite do futebol brasileiro. A diretoria montou um elenco responsável e competente dentro das quatro linhas. No banco de reservas apostou todas as fichas em Hemerson Maria, técnico responsável pelo acesso. Ficando fora do chamado G4, grupo de equipes que garantem vaga na série A, o JEC demonstrou que aprendeu a disputar a competição, e profissionalizando todos os setores do clube, passou a ser um dos candidatos ao acesso antes mesmo da competição iniciar. E assim foi, com todas as condições de trabalho dada pela diretoria, através do presidente Nereu Martinelli o Joinville conquistou o tão sonhado acesso do outro lado do País. Foi quando venceu o Sampaio Correia, em São Luiz, Maranhão, por 2 a 1, com gols de Everton e Fernando Viana. Após a conquista do acesso a nova meta era o título, e ela começou a se desenhar na vitória do Joinville diante do principal adversa´rio na competição, a Ponte Preta, vitória em Joinville por 3 a 1 e a liderança isolada na reta final. Nas últimas partidas o Tricolor contou com tropeços de seu adversário e mesmo perdendo na último rodada para o Oeste por 1 a 0, comemorou o título em Itápolis/SP.

Re-conquistando o Estado

foto estado
2015
Campeão Catarinense

Depois de 13 anos e 10 meses o Joinville Esporte Clube voltou a dominar o futebol catarinense. A equipe estava em um longo jejum de títulos estaduais, mesmo conquistando títulos nacionais, em Santa Catarina o torcedor Tricolor não podia comemorar. Mas a re-conquista do estado veio no dia 03 de maio de 2015. O Joinville começou a competição sem apresentar um bom futebol. Foi contestado pela mídia esportiva e até pelos torcedores. Conseguiu a última vaga para a segunda fase da competição. No hexagonal a equipe engrenou e fez uma sequência de 10 partidas sem derrotas até a conquista do título. A última derrota no estadual foi no dia 12 de março, depois disso um empate em casa e seis vitórias seguidas, as três ultimas partidas três empates e a conquista do estadual em cima do Figueirense, com dois 0 a 0, na Capital e em Joinville, com um público de 17.799 pessoas na Arena Joinville. Este foi o 13º título catarinense do Joinville.